O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira, 30, que não está claro como as decisões são tomadas dentro do Irã. Ele fez as declarações em entrevista à Al Jazeera, em meio a tentativas de Washington de fechar um acordo para encerrar o conflito.
Rubio destacou a falta de visibilidade sobre a autoridade do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, dizendo que ninguém o viu ou ouviu falar dele. O enfoque foi observado como parte da opacidade política em Teerã.
O chanceler americano também mencionou que há conversas indiretas entre autoridades iranianas e diplomatas dos EUA, mediadas por terceiros, sem grandes anúncios públicos. As negociações visam reduzir o risco de guerra e reativar acordos diplomáticos.
Entre as condições dos EUA, Rubio reiterou metas de longo prazo: impedir que o Irã tenha armas nucleares, interromper o patrocínio a grupos terroristas e cessar o desenvolvimento de armamentos que possam ameaçar vizinhos.
Ele afirmou que o Irã precisa adotar medidas verificáveis para demonstrar que não busca armas nucleares. Também sugeriu que, se o Irã desejar energia nuclear, deve adotar um caminho comum com outros países da região.
Sobre o Estreito de Ormuz, Rubio disse que a exigência de soberania plena sobre a rota marítima é considerada inaceitável. Segundo ele, essa condição não seria aceita pelos Estados Unidos nem pela comunidade internacional.
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