A comunidade cultural do México exige maior transparência na gestão da Gelman Santander Collection, conjunto de obras de Frida Kahlo, Diego Rivera, José Clemente Orozco, María Izquierdo e outros, conforme carta aberta de mais de 300 profissionais. O grupo pede clareza institucional e cumprimento de leis de patrimônio.
A coleção, considerada uma das mais importantes do século XX, é privada, mas envolve 30 obras com status de monumentos artísticos nacionais, sob supervisão do INBAL. Entre os signatários estão o curador Cuauhtémoc Medina e artistas como Mónica Meyer e Teresa Margolles.
O futuro da Gelman Santander Collection ganhou contorno após a Zambrano family anunciar, em 2023, a aquisição pela Monterrey, com o Banco Santander assumindo gestão de conservação, pesquisa e exposição de 160 obras, reformulando a atuação sob o rótulo Gelman Santander Collection.
Mesmo com a nova gestão, as obras enfrentam restrições legais de exportação. Obras de Kahlo, Rivera e Orozco têm regras distintas; Kahlo permanece com proibição de exportação permanente, com licenças de empréstimo temporário, segundo especialistas e documentos oficiais.
A recente exposição em curso no México, com obras de Kahlo, Rivera e outras, provoca debates sobre a natureza do empréstimo e a proteção legal. A diretora do INBAL, Alejandra de la Paz, mencionou renovação de empréstimos com prazo de cinco anos, situação que ainda precisa de pactos formais.
O grupo Defenda la Colección Gelman e outras entidades solicitam transparência do INBAL quanto às licenças de exportação e reivindicam prioridade na exibição permanente no México, seja em instituição pública ou privada. A defesa busca evitar riscos a legados de Kahlo.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou o interesse de manter a coleção no país durante conferência, destacando a necessidade de diálogo com os detentores da posse. A controvérsia envolve ainda decisões sobre futuras mostras internacionais da Gelman Kahlo.
Em mudança recente, peritos indicam que o acordo envolve um empréstimo de até cinco anos com renovação subsequente, mantendo a propriedade com a família Zambrano. Há expectativa de que novas etapas sejam discutidas entre bancos, autoridades e museus mexicanos para a memória artística nacional.
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