Desde que EUA e Israel iniciaram ataques aéreos contra o Irã, a escalada já deixou mortos em vários países e alimenta uma crise energética global. O Paquistão surgiu como mediador possível, com apoio da China, para facilitar conversas entre Teerã e Washington.
O governo paquistanês foi citado pelo vice-primeiro-ministro Ishaq Dar como defendendo uma mediação. Dar reuniu-se com o chanceler saudita em Islamabad e afirmou que EUA e Irã teriam confiança no Paquistão para sediar diálogos. A China também apoia a iniciativa, segundo Dar.
Paquistão oferece mediação e role da China
Dar relatou que as conversas poderiam ocorrer nos próximos dias, com participação potencial de EUA, Irã e potências regionais. O Paquistão busca desescalar o conflito, em meio a pressões regionais e a proximidade com o Irã, apesar de históricos embates com a Arábia Saudita.
O Irã, por sua vez, afirmou que não participou de reuniões organizadas pelo Paquistão e mantém o foco na defesa contra ataques. Um porta-voz descartou participação em estruturas não acordadas pelo Irã, sinalizando cautela em relação a mediações externas.
Contexto regional e também interno
Durante o fim de semana, membros do Golfo e lideranças de estados vizinhos discutiram o papel do Paquistão em crise regional. No terreno, o Irã disparou drones e mísseis contra a Arábia Saudita e outros países da região, sem resposta militar imediata de Riade até o momento.
O Paquistão mantém acordo de defesa mútua com a Arábia Saudita assinado em 2025 e tem adotado postura de contenção. Enquanto isso, conflitos fronteiriços com o Talibã no Afeganistão seguem, aumentando o quadro de instabilidade.
Perspectivas e próximos passos
Fontes próximas aos debates indicam que EUA e Irã estudam caminhos para retomar negociações. O Paquistão abriu canal diplomático com a China para suportar o processo, em meio a uma infraestrutura diplomática de crise já em funcionamento na região.
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