Cerca de 40 países se reuniram nesta quinta-feira (2) por videoconferência para discutir uma ação conjunta visando reabrir o estreito de Ormuz e impedir que o Irã mantenha a economia global refém. O objetivo é manter livre a passagem de navios pela hidrovia.
A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, ressaltou que o bloqueio iraniano é imprudente e afeta famílias e empresas ao redor do mundo. A reunião incluiu representantes da França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito anteriormente que o estreito poderia se abrir naturalmente e que caberia aos países que dependem da hidrovia garantir sua abertura.
Foco diplomático e militar
Autoridades europeias comentaram que o encontro tratou de países dispostos a participar da coalizão e das opções diplomáticas e econômicas para persuadir o Irã a permitir a passagem.
Ao término da reunião, houve consenso de que o Irã não deve impor taxas de trânsito e que o uso da hidrovia deve ser livre para todas as nações, segundo uma autoridade envolvida nas discussões.
Os próximos passos incluem uma reunião entre planejadores militares na próxima semana para avaliar opções, como limpeza de minas e uma possível força de segurança para a navegação.
O Irã fechou de fato a via principal de Ormuz em retaliação aos ataques israelenses e norte-americanos que começaram no fim de fevereiro. A reabertura é prioridade mundial, com a alta nos preços de energia.
Diplomatas disseram que a formação da coalizão está no estágio inicial, com o Reino Unido e a França liderando. Os EUA não participavam ativamente das negociações iniciais.
Um porta-voz da França indicou que o processo terá várias fases e não poderia ocorrer sem o fim das hostilidades. Também foi mencionada a necessidade de coordenação com o Irã para garantir segurança aos navios.
Segundo a França, é crucial criar condições para que armadores voltem a operar com confiança, o que envolve reduzir custos de seguro e manter mecanismos de compartilhamento de inteligência.
Em relação a ações militares, Macron afirmou que a intervenção direta seria uma opção irrealista, com riscos substanciais para as partes envolvidas.
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