O festival Brussels Art Nouveau & Art Deco (BANAD) abriu no mês de março cerca de 60 espaços históricos de Bruxelas para visitação pública, incluindo casas privadas, edifícios institucionais e antigas unidades industriais. O evento ocorreu na capital belga, destacando o legado das correntes Art Nouveau e Art Deco.
A iniciativa, que já está na sua 10ª edição, reuniu visitas guiadas com especialistas, além de passeios a pé, de bicicleta, conferências, exposições e atividades inclusivas. Foram vendidas 19.426 entradas, atingindo praticamente a lotação total disponível.
Além de visitas aos interiores, o programa contemplou visitas a jardins, áreas de preservação e detalhes de restauração, oferecendo aos participantes uma visão completa sobre a evolução arquitetônica da cidade. A organização é da Explore.Brussels, associação não governamental.
Sobre o BANAD
Bruxelas é citada como berço de grande parte do Art Nouveau, graças a Victor Horta, e abriga cerca de 500 exemplos de arquitetura Art Deco. Muitos imóveis permanecem bem conservados, servindo de referência para estudiosos, historiadores e arquitetos.
O festival também reforça a proteção do patrimônio, com financiamento público expressivo. Em 2026, a Urban.Brussels destinou 56 milhões de euros para renovações sustentáveis e melhoria de fachadas na cidade. A City de Bruxelas destinou ainda 5,6 milhões de euros para planejamento urbano e restauração de fachadas.
Modernismo e novos horizontes
Nesta edição, BANAD incluiu pela primeira vez o Modernismo, ampliando o eixo curatorial para além de Art Nouveau e Art Deco. A iniciativa apresenta obras de habitação pensadas para evolução social, com ênfase em design funcional e técnicas modernas.
Entre os destaques, visitantes puderam ver propriedades icônicas como Hôtel Solvay, Hôtel Tassel e Hôtel Max Hallet, além de novas aberturas como as casas Van Keirsbilck e Villa Berteaux. Também foram abertas obras como a Slagmolder e a Fondation Universitaire.
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