A Anistia Internacional alertou o Irã nesta sexta-feira sobre o recrutamento de crianças de até 12 anos para a força voluntária Basij da Guarda Revolucionária, classificando a prática como crime de guerra. Testemunhas oculares e análises de vídeos indicam que menores-soldado foram mobilizados para postos de controle e patrulhas, algumas com armas, incluindo fuzis Kalashnikov.
Segundo a ONG, ataques de EUA e Israel contra instalações da Guarda atingiram milhares de locais em todo o país, incluindo bases da Basij. A mobilização de menores ao lado de agentes ou em instalações da Guarda aumenta o risco de morte e ferimentos entre as crianças.
Contexto institucional indica que o programa foi chamado Combatentes Defensores da Pátria do Irã. Testemunhas entrevistadas pela BBC viram adolescentes atuando como segurança na capital e em outras cidades, com máscaras, armas e inspeção de veículos noturna, com alto-falantes e bandeiras oficiais.
Reação oficial
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que milhões de iranianos estariam prontos para defender o país diante de uma invasão terrestre, declaração feita uma semana após o início da campanha de recrutamento da Guarda Revolucionária. A origem do número não foi esclarecida.
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