A Emirates Global Aluminium (EGA) informou que a recuperação completa da produção primária de alumínio na fundição de Al Taweelah, nos Emirados Árabes Unidos, pode levar até 12 meses. O ataque iraniano ocorrido no final de março atingiu a instalação, que ficou evacuada e em regime de emergência.
O ataque foi registrado na Zona Econômica Khalifa, em Abu Dhabi, em 28 de março. A EGA destacou que, para retomar as operações, será necessário reparar danos na infraestrutura e reativar progressivamente as células de redução.
Segundo a empresa, a refinaria de alumina adjacente e a planta de reciclagem de Al Taweelah podem reiniciar parte da produção antes do prazo, conforme avaliação dos danos no local. Os desempenhos destas unidades dependem da conclusão dos levantamentos.
A escalada de incertezas no Oriente Médio elevou o preço do alumínio em março. O contrato CMAL3, negociado na London Metal Exchange, atingiu seu maior nível em quase quatro anos, em torno de US$ 3.546,50 por tonelada, antes de recuar.
No Golfo, produtores de alumínio costumam responder por cerca de 9% da oferta global, mas têm enfrentado dificuldades para exportar pelo fechamento do Estreito de Ormuz, resultado de ataques entre EUA, Israel e Irã iniciados em fevereiro.
A fundição de Al Taweelah produziu 1,6 milhão de toneladas de alumínio fundido em 2025. A refinaria adjacente de alumina produziu 2,4 milhões de toneladas da matéria-prima no ano passado, contribuindo para a cadeia de suprimento da região.
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