Uma onda de ameaças de bomba afetou voos em toda a Europa nesta sexta-feira (6). Esse é o quarto dia com alertas do tipo nesta semana. O ministro das Relações Exteriores da Espanha afirmou que o continente parecia estar enfrentando “uma tentativa de agressão híbrida”.
Na quinta-feira (5), ameaças falsas atingiram dezenas de voos na Europa, forçando alguns aviões a fazerem pousos não programados e levando caças a escoltar ou interceptar outros, numa escalada dramática em relação ao caso isolado de segunda-feira e à onda de terça.
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Nenhum dispositivo explosivo foi encontrado até o momento, e todas as aeronaves pousaram em segurança.
A polícia dinamarquesa informou nesta sexta-feira que estava investigando ameaças dirigidas ao tráfego aéreo no aeroporto de Copenhague, mas que sua avaliação imediata era de que não havia perigo para os passageiros. O aeroporto disse que estava “operando normalmente”.
A polícia tcheca informou ter registrado ameaças de bomba a voos partindo e chegando a Praga. Um porta-voz do aeroporto disse que elas envolviam quatro voos de chegada e cinco de partida, mas que nenhum dispositivo explosivo havia sido encontrado e nenhum voo havia sido cancelado ou desviado por causa disso.
Pouco depois, porém, uma fonte da autoridade aeroportuária italiana afirmou que um voo da Wizz Air de Praga para Roma havia sido desviado para Veneza e pousado lá em segurança.
O gabinete do primeiro-ministro francês informou que quatro aviões que sobrevoavam o território francês receberam novas ameaças de bomba e pousaram em segurança.
Um alerta de bomba em um voo da Ryanair de Roma para Lisboa levou à ativação de uma operação de segurança assim que a aeronave pousou, segundo a CNN Portugal.
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Ataque “híbrido” coordenado
Especialistas em segurança afirmaram na quinta-feira que as ameaças apresentavam as características de um “ataque híbrido” coordenado, embora sempre fosse possível que indivíduos estivessem fazendo ameaças por imitação ou agindo por motivos de ressentimento pessoal.
Nenhum país atribuiu a responsabilidade pelas ameaças, mas elas acontecem depois de uma série de sabotagens e tentativas de ataque em toda a Europa. Entre os alvos estão subestações de energia na Alemanha, instalações ligadas à defesa na região do Báltico, refrigeradores de supermercados na França e em outros países, além do aeroporto de Leipzig, também na Alemanha.
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Muitas autoridades relacionaram a onda de ataques ao apoio da Europa à Ucrânia na guerra contra a invasão russa. Elas acusam Moscou de promover uma campanha de perturbações “híbridas”, que são baratas de executar, fáceis de negar e não chegam a provocar uma resposta armada.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse à emissora nacional TVE que, embora leve tempo para determinar exatamente o que aconteceu, “não pode ser mera coincidência que tantos incidentes com exatamente o mesmo modus operandi estejam ocorrendo por toda a Europa”.
“A suposição mais razoável é que estamos diante de uma tentativa de agressão híbrida e de uma forma de guerra psicológica”, disse ele, acrescentando que a Europa deve estar preparada para mais desafios desse tipo.
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