A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, retornou à Argentina após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizar sua retirada da monitorização eletrônica e a saída do Brasil. A decisão ocorreu após a ré quitar caução de 97 mil reais, equivalente a 60 salários mínimos, para facilitar o retorno.
O TJRJ revogou medidas cautelares, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, justificando que a fase de instrução e a coleta de provas já haviam sido encerradas. Páez permanece com o processo em tramitação no Brasil.
No desembarque, Páez foi recebida pela ex-ministra Patricia Bullrich, figura de destaque na política argentina. Bullrich criticou a condução do processo, alegando interferências e o desgaste causado pelo caso, além de mencionar alegadas pressões externas.
Contexto do caso: Páez foi indiciada no início de 2026 por suposta prática de injúria racial, após ser filmada imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema. A defesa reconheceu conduta inadequada, mas afirmou que o sistema de justiça não pode ser movido por manifestações de comoção pública.
A defesa de Páez sinalizou que a legislação brasileira sobre injúria racial é severa e que a cliente busca reparar o erro. O processo segue no Brasil, mantendo o uso de mecanismos de cooperação entre Brasil e Argentina para a aplicação da lei penal, mesmo com a ré no exterior.
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