O ex-presidente Donald Trump afirmou, em público recente, que os Estados Unidos poderiam “abrir” o Estreito de Hormuz com mais tempo e obter o petróleo da região. A declaração foi publicada na rede social Truth Social e não detalha como Washington substituiria o controle iraniano ou qual petróleo estaria em jogo.
O Estreito de Hormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma rota estratégica para o transporte de energia. O estreito tem ficado fechado desde o início do conflito, o que gerou apreensão nos mercados globais e pressões sobre os preços de energia. Além do petróleo, a passagem é vital para fertilizantes destinados à Europa, conforme dados da ONU.
Trump também criticou aliados ocidentais por não responderem ao apelo dele por uma força naval para reabrir o estreito, chegando a dizer, em entrevista, que avaliava a saída dos EUA da OTAN. As declarações ocorrem em meio a tensões recorrentes relacionadas ao Irã e à política de defesa norte-americana.
Orçamento de defesa proposto
Nesta sexta-feira, a Casa Branca enviou ao Congresso uma proposta de orçamento de defesa de 1,5 trilhão de dólares para o próximo ano fiscal, segundo relatos de veículos jornalísticos. O valor representa o maior aumento já registrado desde a Segunda Guerra Mundial, ainda sujeito à aprovação legislativa.
O documento afirma que o orçamento total para 2027 seria de 1,5 trilhão, elevando o teto de defesa em cerca de 445 bilhões de dólares (aproximadamente 42%) em relação ao nível de 2026. A proposta também prevê cortes de 10% em áreas não ligadas à defesa, com transferência de responsabilidades para governos estaduais e locais.
Separadamente, o Pentágono indicou, no mês anterior, a necessidade de 200 bilhões de euros/dólares para sustentar o esforço de guerra e recompor munições e suprimentos. As propostas de orçamento costumam servir como ponto de partida para negociações com o Congresso.
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