O professor Sandro Teixeira Moita, da Escola de Comando e Estado-MMaior do Exército, afirma ao WW que o militarismo americano passa por um momento de perda de profissionalismo. Segundo ele, decisões de lideranças em meio ao conflito com o Irã impactam a imagem dos EUA.
Moita aponta que a demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, pelo secretário de Defesa, ocorreu durante a guerra, o que ele classifica como sinal preocupante. Ele também cita pedidos de demissão a outros generais do Exército como indicativo de instabilidade.
Além disso, o professor comenta sobre a escolha do novo chefe do Estado-Maior Conjunto. O escolhido não veio de oficiais em atuação, mas de um general da Força Aérea na reserva, sem quatro estrelas, o que, segundo ele, evidencia uma mudança incompleta no comando.
Disputa interna e promoção de oficiais
De acordo com Moita, parte do atrito decorre de divergências entre o secretário de Defesa e o secretário do Exército sobre promoções. Ele cita uma lista de quatro brigadeiros-generais potencialmente qualificados, entre eles dois coronéis negros e duas coronéis mulheres, cuja promoção tem sido adiada.
O professor também descreve tensões políticas em Washington, com a possibilidade de mudanças no alto escalão dependentes do desempenho na guerra e da configuração de forças no Congresso e no Executivo. Tais fatores podem influenciar decisões estratégicas.
Impacto na imagem internacional
Moita alerta que a instabilidade interna afeta a percepção global sobre os EUA. Embaixadas iranianas e outras instituições divulgam mensagens ligadas às demissões, o que, segundo ele, cria um ruído negativo na batalha informacional durante o conflito.
A análise aponta que a combinação de demissões, mudanças de comando e disputas por promoções pode fragilizar a presença dos EUA no cenário internacional, independentemente do andamento do conflito com o Irã.
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