Donald Trump é alvo de críticas por não ter uma estratégia coerente, segundo a jornalista e historiadora Anne Applebaum, em entrevista ao WW Especial. A analista afirma que o presidente prioriza vencer e ficar no comando em qualquer momento.
Applebaum afirma que Trump busca parecer estar à frente em cada cenário. Segundo ela, ele muda de fala sobre Iran ou economia conforme a narrativa que favorecerá a imagem de vencedor.
Desde o início do conflito, Trump declarou que o objetivo dos EUA era promover mudança de regime no Irã, após negou a ideia e disse negociar com lideranças. A retratação não foi definitiva, aponta a pesquisadora.
A historiadora ressalta que o modo de governar de Trump é marcado por impulso, sem responsabilidade pelos posicionamentos. Ela cita mudanças de ideia como prática recorrente e afirma que ele mente sobre o que disse antes.
O cenário internacional fica turvo para aliados tradicionais dos EUA diante da incerteza das decisões do presidente. Países optam por neutralidade ou cautela em respostas ao conflito no Oriente Médio.
A Europa, por sua vez, decidiu manter distância da guerra, mobilizando tropas apenas para defender bases. Espanha não autorizou uso de bases aéreas para ações contra Teerã, por exemplo.
Interesses pessoais e estilo de liderança
Applebaum descreve Trump como distante do conservadorismo tradicional, movido por radicalismo e mudança abrupta. Segundo ela, interesses reais parecem ser pessoais e familiares, com visão de si mesmo no comando.
Ela aponta ainda que o número de Ordens Executivas assinadas é elevado. No segundo mandato, Trump teria expedido centenas, definindo diretrizes administrativas sem passar pelo Congresso.
A jornalista afirma que não pretende criticar, mas entender o funcionamento da gestão. Trump é apresentado como uma liderança sem precedente claro entre presidentes dos EUA.
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