Portugal registra a maior presença de integrantes do PCC fora da América Latina, segundo autoridades de segurança do país. A constatação indica atuação da organização em diferentes setores para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, ampliando o alcance no território.
Segundo o conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberto Uchôa, há investigações que apontam participação de pessoas ligadas ao PCC na tentativa de aquisição de clubes de futebol em Portugal, incluindo o Marítimo. O objetivo seria ampliar fontes de financiamento e influência.
Em novembro do ano passado, uma operação conjunta de Portugal e Brasil prendeu Yago Daniel Zago, conhecido como Hulk, apontado como um dos líderes do grupo. Foragido da Justiça brasileira, ele tinha condenação de 29 anos e mantinha vida de luxo no país europeu.
Operação e desdobramentos
A atuação da facção em solo português já levou à identificação de cerca de 90 integrantes, com aproximadamente um terço deles presos. Especialistas destacam que Portugal é escolhido pela facilidade do idioma e pela posição estratégica como porta de entrada de drogas na Europa.
Autoridades destacam que o PCC atua como uma organização criminosa que opera em múltiplos setores, com estrutura capaz de corromper e influenciar atividades além do tráfico de drogas. O alerta reforça a necessidade de vigilância contínua e cooperação entre países.
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