O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou ameaças contra o Irã, direcionando-as à infraestrutura energética do país. O ultimato estabelece até às 21h (horário de Brasília) desta terça para que o Irã aceite um acordo, sob risco de ataques a usinas e pontes.
A ONU classificou ataques contra infraestrutura civil como violação do direito internacional. O porta-voz Stephane Dujarric disse ter ficado alarmado com a retórica de ações contra alvos civis, destacando que tais ações podem violar normas da lei internacional.
O Irã respondeu que não negocia sob ameaça. Em nota, o porta-voz Esmaeil Baghaei afirmou que negociações não envolvem ultimatos ou crimes de guerra e reforçou a posição de resistência iraniana frente às pressões externas.
Reação internacional
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, descreveu a ofensiva como devastadora e afirmou que o Irã tem de escolher com sabedoria. O comentário intensifica o tom de operações militares já em curso na região.
Paralelamente, governos americano e iraniano rejeitaram uma proposta de cessar-fogo temporário apresentada por um grupo de países liderado pelo Paquistão. O Irã disse que só aceitaria fim permanente da guerra, mediante condições específicas.
Cenário militar e desdobramentos
Em meio ao conflito, um ataque matou o chefe da inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, ocorrendo após assassinatos prévios de oficiais iranianos em confrontos com Israel. Tel Aviv afirmou ter atingido um complexo petroquímico no Irã, com o governo de Teerã respondendo com ações contra países da região, como Emirados Árabes, Kuwait e Arábia Saudita.
Os Estados Unidos e Israel continuam a mirar alvos no Irã, enquanto negociações e ações militares também geram tensões na região, com impactos potenciais sobre a energia e a infraestrutura civis. A comunidade internacional mantém atenção sobre a evolução do conflito e as possíveis consequências para a estabilidade regional.
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