A Justiça dos Estados Unidos autorizou a continuidade do rastreio de bens ligados ao Banco Master, em liquidação. A decisão foi proferida pelo juiz Scott M. Grossman, da Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida, em 6 de abril de 2026. O objetivo é identificar ativos vinculados ao patrimônio do banco no processo de falência.
A medida mantém a coleta de informações sobre transações e ativos possivelmente ligados à massa falida. Ao todo, já foram enviadas mais de 28 intimações a galerias de arte, lojas de luxo e outras empresas que tiveram relações comerciais com o ex-dono Daniel Vorcaro.
O magistrado rejeitou parte dos argumentos da defesa, que alegava violação de privacidade. Grossman entendeu que não houve comprovação suficiente de violação concreta, mantendo a maior parte das diligências sob o rito Rule 2004.
Limites e exceções
A decisão impôs restrições: quatro intimações sobre um imóvel na Flórida, ligado à Sozo Real Estate, passaram a seguir o procedimento de uma disputa específica, em vez do Rule 2004.
Outra intimação, dirigida ao Bank of New York Mellon, foi anulada por exceder limites geográficos. O tribunal fixou o raio de atuação em até 100 milhas (cerca de 160 km).
Ainda assim, o tribunal manteve válidas 24 intimações, permitindo que o liquidante continue a investigar ativos do Banco Master em território americano.
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