O Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma resolução que buscava reabrir o Estreito de Hormuz. A votação ocorreu na terça-feira, com 11 votos a favor, 2 contrários e 2 abstenções. A proposta estava sendo endurecida para obter apoio de Rússia e China, que decidiram vetoar.
A iniciativa foi impulsionada pelo Bahrein, país que atualmente preside o Conselho e abriga a 5ª Frota dos Estados Unidos. A ideia era permitir o uso de “todos os meios necessários” para garantir o trânsito pelo estreito, diante das tentativas de fechamento.
A resolução, já enfraquecida em negociações, limitava-se a ações defensivas e não mencionava explicitamente autorização do Conselho. Mesmo assim, Russia, China e outros membros rejeitaram o texto, citando responsabilização de ações de outros países no conflito.
Contexto e desdobramentos
O foco diplomático ocorria em meio a um conflito que já dura cinco semanas e que elevou os preços globais de energia. O Estreito de Hormuz é passagem crucial para cerca de 20% do óleo mundial, sob controle de forças na região.
Analistas apontam que, mesmo aprovado, o texto provavelmente não alteraria o curso das hostilidades, dado o endurecimento de posições já estabelecidas. O veto de terça-feira abre espaço para novas tentativas diplomáticas, sem previsão de ações militares imediatas.
O presidente dos EUA estabeleceu um prazo para que o Irã reabra o estreito ou enfrente ataques a alvos civis. O governo americano justificou a pressão como parte de uma resposta a ações no conflito regional, incluindo ataques a infraestrutura.
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