Cinco adolescentes vão a júri nesta semana no sul da Suécia pela suposta tentativa de assassinato de um dissidente iraniano, Arvin Khoshnood. A acusação afirma que um dos menores, de 16 anos à época, tocou o interfone da casa dele em Malmö no dia 2 de setembro do ano passado com uma faca, enquanto a esposa dele atendeu.
Segundo o Ministério Público, o sobrinhfo recrutou o jovem via mensagens criptografadas e prometeu pagamento pela morte. Três dos acusados e um quarto suspeito, considerado o possível mandante, teriam orientado o menor, fornecido a faca e negociado os termos do “contrato” antes da ação.
O promotor Per-Erik Rinsell descreveu as ações como um exemplo de crime sob encomenda, cometidas por jovens ligados a organizações criminosas. Khoshnood é apoiador do príncipe Reza Pahlavi, filho do último xá, e tem sido alvo frequente da cobertura local.
Khoshnood disse a veículos de imprensa suecos que acredita que o ataque pode ter envolvimento do Foxtrot, facção criminosa com supostos laços com o governo iraniano. A Foxtrot já esteve associada a vários atentados e assassinatos no país, segundo autoridades.
Além do caso em Malmö, alguns dos jovens enfrentam acusação também por uma tentativa de assassinato em Uddevalla, ocorrida uma semana após o suposto ataque a Khoshnood. Ainda não está claro se o alvo em Uddevalla era também um dissidente iraniano.
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