O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos pediu clarificações sobre o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, com foco nos ataques na região do Golfo e na retomada da liberdade de navegação no Estreito de Hormuz. A declaração foi feita pelo Diretor de Comunicações Estratégicas do ministério, Mahash Alhameli, em entrevista à Euronews nesta quinta-feira. O UAE ressaltou que qualquer acordo deve incluir o cessar imediato das hostilidades e a reabertura plena de rotas marítimas críticas.
Alhameli enfatizou a necessidade de uma solução durável que vá além de um cessar-fogo temporário, defendendo uma abordagem abrangente para enfrentar o conjunto de ameaças. Entre os pontos citados estão capacidades nucleares, mísseis balísticos, drones, capacidades militares e grupos afiliados ou terroristas. O responsável argumentou que os últimos 40 dias apresentaram uma escalada contínua com ataques que envolvem vários tipos de armamentos.
A autoridade saudita também mencionou danos a infraestrutura e setores energéticos, destacando a necessidade de responsabilização de Irã por prejuízos e reparações. Em relação ao Estreito de Hormuz, o UAE destacou que a estabilidade marítima é prioridade central para evitar ameaças à navegação e aos recursos energéticos globais. O país reiterou que não participa do conflito e tem atuado em esforços diplomáticos para conter a escalada, inclusive por meio de engajamento bilateral e cooperação dentro do Conselho de Cooperação do Golfo.
Posição diplomática e objetivos regionais
Alhameli afirmou que o UAE tem defendido seriamente a soberania e a segurança nacional, mantendo-se firme na busca por desescalada e estabilidade regional de longo prazo. O governo dos Emirados continua articulando ações para evitar a escalada e promover soluções duradouras, sem participação no conflito em curso.
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