O Estreito de Ormuz vive paralisado em parte, com o tráfego marítimo bem abaixo do normal. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) orientou navios a cruzarem as águas iranianas em vez das rotas habituais. A medida é válida nesta quinta-feira, 9, e tem como objetivo reduzir riscos durante o trânsito.
A orientação da IRGC determina que embarcações entrem no estreito ao norte da Ilha de Larak e saiam ao sul, em coordenação com a Marinha da IRGC. A decisão busca evitar minas navais e está ligada ao atual cessar-fogo entre EUA e Irã, segundo a agência Tasnim.
Pouco tráfego foi registrado: apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, frente a uma média de cerca de 140. Dentre eles estavam um petroleiro e cinco graneleiros, conforme dados de rastreamento.
Riscos persistem, segundo analistas de segurança marítima. A Ambrey destacou a possibilidade de obstáculos para transitos autorizados, incluindo navios ligados a Israel e aos EUA. Algumas companhias devem manter cautela mesmo com autorização formal.
Mais de 180 petroleiros permanecem retidos no Golfo, transportando cerca de 172 milhões de barris de petróleo e derivados, indicam plataformas de rastreamento. A situação evidencia impactos prolongados sobre rotas globais de energia.
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