Pakistan se prepara para sediar negociações entre EUA e Irã sobre o fim do conflito e o Estreito de Hormuz, com a trégua ainda frágil. As delegações devem chegar a Islamabad nesta sexta-feira, em um esforço diplomático tenso.
As autoridades paquistanesas mantêm as preparações, com pontos sensíveis a serem discutidos, como enriquecimento nuclear iraniano e livre trânsito no Estreito de Hormuz. Tehran ainda não confirmou plenamente sua participação.
Participação e condições
Irã sinalizou que a participação pode depender de um cessar-fogo mais amplo, incluindo ataques de Israel ao Líbano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano citou que a continuidade das negociações depende do cumprimento dos compromissos dos EUA em todas as frentes, especialmente no Líbano.
O regime iraniano enfatizou, por meio de fontes oficiais, que não houve ataque durante o período de cessar-fogo. Ainda assim, Israel intensificou ataques no Líbano, gerando preocupação com o acordo.
Contexto internacional
O conflito envolve a situação entre Israel e Hezbollah, já com impactos sobre o cessar-fogo entre EUA e Irã. Washington busca incluir Beirut nas discussões paralelas, enquanto Israel e o Líbano avaliam uma possível trégua adicional.
Ataques aéreos no território libanês continuaram durante a noite, com drones e foguetes anunciados pelo Hezbollah. Moscou, Berlim e outras capitais também acompanham o desdobramento da mediação.
Perspectivas e agenda
A reunião em Islamabad pode abordar o fluxo comercial através do Estreito de Hormuz, considerada vital para a economia global. A participação de delegações estrangeiras depende de negociações em curso e de condições de cessar-fogo entre as partes.
O presidente israelense e o primeiro-ministro discutem possíveis caminhos para dissuadir o Hezbollah, enquanto as partes tentam manter o acordo vigente. A reunião de Washington com a participação de autoridades norte-americanas segue em pauta para próxima semana.
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