O cessar-fogo anunciado por Donald Trump na terça-feira, 7, e confirmado pelo Irã, sinaliza uma janela de tensões entre EUA e Irã. As negociações para tratar do acordo acontecem neste sábado, 11, no Paquistão, mediadas por autoridades locais. O objetivo declarado é reduzir a escalada e restabelecer o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O centróide dos debates envolve impedir o Irã de obter armas nucleares e garantir a retomada do tráfego seguro em Ormuz, segundo declarações de Washington. A fala de Trump também criticou o governo iraniano por não cumprir o acordo, segundo apurações públicas.
A delegação dos EUA será liderada pelo vice-presidente JD Vance, com a participação de Steve Witkoff, enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Do lado iraniano, o encontro será chefiado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acompanhado por Abbas Araghchi, Ali Akbar Ahmadian, Abdolnaser Hemmati e alguns parlamentares, conforme a agência Fars.
A reunião em território paquistanês ocorre em meio a receios de que o Irã exija que Israel pare ataques no Líbano para manter o cessar-fogo. Telaviv e Washington afirmam que o conflito no Líbano não integra o acordo, enquanto os combates continuavam no início da semana com alto saldo de vítimas.
As negociações chegam em um cenário de desconfiança mútua. Teerã aponta boa vontade, mas afirma não confiar plenamente nos EUA. Washington, por sua vez, busca garantias verificáveis quanto a nuclear e à liberdade de navegação em Ormuz, segundo a leitura de autoridades envolvidas.
Situação no terreno e próximos passos
Fontes próximas às conversas indicam que as partes exploram salvaguardas técnicas para monitorar o desfecho do cessar-fogo. A expectativa é de que haja avanços graduais, sem previsão de conclusão imediata, mantendo o canal diplomático ativo.
Entre na conversa da comunidade