Em Islamabad, autoridades dos EUA e do Irã se reúnem neste sábado, 11 de abril de 2026, para negociações visando o fim da guerra no Oriente Médio. O encontro busca respostas para cessar-fogo, sanções e controle do estreito de Ormuz, entre outros temas.
Os EUA e o Irã discutem medidas para reduzir a violência regional e impactos globais. O encontro ocorre após meses de ações militares e tentativas de diálogo, com a guerra iniciada em 28 de fevereiro e consequências em energia e economia mundial.
Teerã condiciona as negociações formais ao compromisso americano com cessar-fogo no Líbano e suspensão de sanções. Washington sinaliza disposição a aliviar sanções, mediante concessões do Irã em nuclear e mísseis.
Pontos-chave em pauta
O Irã pressiona pelo fim da ofensiva no Líbano, enquanto os EUA dizem que o conflito libanês não faz parte do acordo com o Irã. Tehran busca desbloqueio de ativos e suspensão de sanções que afetam sua economia.
Outra linha de discussão envolve o estreito de Ormuz. O Irã defende controle e cobrança de pedágios, ao passo que os EUA defendem passagem livre para petroleiros e outras embarcações.
Indenizações por danos durante seis semanas de guerra também estão na agenda. Ainda não houve posição dos EUA sobre esse tema.
O Irã exige permissão para enriquecer urânio, pedido recusado por Washington, que afirma manter a linha de não negociação nesse ponto. O tema é visto como erguer barreiras à retomada de negociações.
Questionamentos sobre as capacidades de mísseis do Irã permanecem. Tegência dos EUA é reduzir drasticamente esse arsenal, enquanto Teerã considera o tema inegociável.
Outra demanda iraniana é a retirada de tropas americanas da região e um compromisso de não agressão. O tema envolve futura presença militar dos EUA no Oriente Médio e possíveis garantias de paz.
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