A operação mais ampla já realizada pela Canadian Rangers chegou ao fim, após 52 dias de nova patrulha no Ártico canadense. Os soldados venceram 5200 km entre Arviat, Nunavut, e Churchill, Manitoba, numa rota inédita em oito décadas. O objetivo foi mapear a região, observar mudanças climáticas e testar capacidades de sobrevivência e de guerra em condições extremas.
Ao todo, 1300 militares participaram do conjunto anual das Forças Armadas do Canadá, com apoio de forças de observar o terreno, usando trenós, snowmobiles e acampamentos no gelo. As condições incluíram tempestades, ventos fortes e temperaturas de até -60 C.
Contexto e cooperação internacional
Greenland e unidades de outros países participaram de observação, com o Centro de Comando em Edmonton acompanhando o progresso. Participaram equipes de Estados Unidos, Reino Unido, além de operações com mergulho no gelo e uso de tecnologias de monitoramento de gelo.
A missão ocorreu entre meados de fevereiro e início de abril, em pleno território que responde por 40% da massa de terra do Canadá e 70% de sua linha costeira. Em meio a tensões geopolíticas no Ártico, o objetivo é demonstrar presença e capacidade defensiva da região.
Durante a patrulha, membros indígenas Inuit desempenharam papel-chave na indicação de rotas seguras e na sobrevivência, contribuindo para a credencial de “boots on the ground” na região. O grupo compartilhou alimento tradicional com companheiros, reforçando a cooperação local.
Entre os ajustes logísticos, o uso de aeronaves Twin Otter da Força Aérea, satélite e monitoramento de gelo foi intensificado. Também houve participação de Rangers canadenses observados por tropas de Greenland e por potências aliadas.
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