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China afirma que bloqueio de Ormuz contraria interesses globais

China afirma que bloqueio de Ormuz contraria interesses globais e solicita cessar-fogo duradouro por vias diplomáticas

Na imagem, o chanceler chinês, Wang Yi em outubro de 2023
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A China afirmou que o bloqueio do Estreito de Ormuz contraria interesses da comunidade internacional. A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, em Pequim, durante encontro com Khaldoon Khalifa Al Mubarak, enviado especial do presidente dos Emirados Árabes Unidos. A declaração foi publicada pela Reuters.

O chanceler ressaltou que a China entende as preocupações de segurança dos Estados árabes do Golfo e defendeu um cessar-fogo abrangente, alcançado por meio diplomático. O objetivo, segundo ele, é reduzir tensões pela via política.

Posicionamento e contatos

Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, reiterou que a China apoia o respeito a acordos de cessar-fogo temporário e a busca por soluções políticas. Guo avaliou as conversas no fim de semana em Islamabad como passo importante para o alívio da crise.

O porta-voz também negou relatos de que a China forneceria armas ao Irã, classificando-os como informações falsas. Ele afirmou que a China mantém controles rigorosos sobre exportações de armamentos, alinhados com leis nacionais e obrigações internacionais.

Contexto estratégico

O Estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial, é foco de tensões regionais desde o início de conflitos no Irã. A China, principal importadora de petróleo, participou de negociações para restaurar a navegação e a estabilidade na região.

O anúncio do bloqueio de tráfego marítimo feito pelos EUA ocorreu recentemente, elevando a pressão sobre as partes envolvidas. O governo americano alegou motivos de segurança para justificar a medida.

Relevância regional

Paquistão e China apoiaram, em março, negociações de paz e defenderam um cessar-fogo imediato. As partes também defenderam a normalização das operações no Estreito de Ormuz, com foco na continuidade do abastecimento global.

Guo Jiakun observou que a China está disposta a atuar de forma construtiva para a resolução da crise. O porta-voz destacou que as partes devem evitar a retomada das hostilidades e manter o diálogo.

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