Peter Magyar, presidente eleito da Hungria, afirmou que o ex-ministro das Relações Exteriores Péter Szijjártó teria destruído documentos confidenciais relacionados a sanções no Ministério das Relações Exteriores. A denúncia foi feita em coletiva em Budapeste nesta segunda-feira, após a vitória esmagadora de Magyar e do seu partido Tisza, com maioria de dois terços no parlamento.
Segundo Magyar, as informações vieram de fontes internas do próprio ministério, citadas durante a fala aos repórteres. Ele disse que Szijjártó reapareceu no ministério às 10h e, desde então, estaria conduzindo a destruição de materiais ligados a sanções.
Magyar mencionou ainda que vários funcionários próximos ao seu partido teriam ajudado no que chamou de “destruição de documentos” em ministérios e instituições ligadas ao círculo de Orbán. Ele reforçou que a denúncia envolve supostos locais de atuação além do ministério.
O conteúdo permanece sem resposta oficial por parte do Ministério das Relações Exteriores, que não respondeu a um pedido de comentário da Euronews. A reportagem continua buscando confirmação junto a autoridades húngaras.
O episódio ocorre em meio a críticas anteriores a Szijjártó, com acusações na campanha de próximo governo sobre ligações com o exterior e participação em questões de sanções. Fontes próximas ao governo não comentaram oficialmente o caso.
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