O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido pelo Serviço de imigração dos EUA (ICE) nesta segunda-feira, 13, em Miami. A prisão ocorre em meio a uma situação de passaporte cancelado e a um pedido de asilo político em avaliação, segundo informações apuradas pelo CNN 360º.
A detenção coloca à prova a relação entre o bolsonarismo e a administração de Donald Trump. Analista político afirma que o caso funciona como um teste da influência de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto à Casa Branca e ao Capitólio.
Ramagem estava nos Estados Unidos em situação irregular, após o cancelamento do passaporte, e havia entrado com pedido de asilo. O contexto também envolve a atuação pública de Ramagem e o papel de seus aliados no cenário americano.
Articulação política e atuação no exterior
Paulo Figueiredo, jornalista próximo a Eduardo Bolsonaro e sócio da empresa Imigrex, atua como representante de Ramagem, segundo fontes. Em nota, Figueiredo informou assistência a Ramagem e à família, com expectativa de liberação rápida e sem deportação.
Por outro lado, autoridades brasileiras afirmaram haver cooperação entre Brasil e EUA para o caso, o que reforça o caráter diplomático da situação. Analista ressalta que o desfecho pode evoluir para uma decisão política envolvendo o governo americano.
A prisão, realizada pela rotina da agência imigratória, não teve, inicialmente, indicação de decisão política. O cenário, no entanto, pode gerar desdobramentos diplomáticos caso haja pedido de asilo mantido em sala de decisão da Casa Branca.
Ramagem, que residia em Miami e participava de encontros políticos com Eduardo Bolsonaro, já havia sido alvo de controvérsias anteriores. Observadores destacam que a situação expõe a fronteira entre atuação política e a atuação institucional nos EUA.
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