O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, de duas semanas, está resistente, mesmo após as negociações no Paquistão não avançarem. Segundo Trump, as forças iranianas estariam enfraquecidas, e ele anunciou que às 10h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 13, começaria o bloqueio do Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA informou que o bloqueio abrangeria todo o tráfego que entra ou sai dos portos iranianos, seguindo a exigência de Trump. A medida mira portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, afetando o fluxo de navios e de petróleo na região.
Mohsen Rezaee, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que os EUA estão fadados ao fracasso em qualquer bloqueio naval. Rezaee disse ainda que as forças iranianas não permitirão movimentos nessa direção e que possuem capacidades por explorar.
O Irã já vinha restringindo o estreito, permitindo a passagem de alguns petroleiros mediante pedágio, e tem mantido o comércio tanto de petróleo externo quanto interno em meio ao conflito. Em resposta, a Guarda Revolucionária advertiu que embarcações militares que se aproximarem do Estreito de Ormuz serão tratadas com rigor.
A declaração de Trump ocorreu após o retorno à Washington vindo da Flórida, em meio a negociações que não chegaram a um acordo definitivo. Em continuidade, o Irã tem sinalizado resistência a pressões externas e manteve postura de defesa de seus interesses estratégicos na região.
Fontes próximas à operação destacam que o objetivo declarado é restringir fluxos de financiamento ao governo iraniano e às operações militares, por meio do controle do Estreito de Ormuz. As autoridades norte-americanas afirmam agir em conformidade com seus direitos de segurança regional.
com informações da Reuters e da CNN
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