O Iraque enfrenta o desafio de formar um governo dentro do prazo constitucional, em meio a um cenário de tensão regional. O impasse ocorre enquanto EUA, Israel e Irã sobem o tom nos desdobramentos políticos, afetando Bagdá.
Nizar Amidi foi eleito presidente do Iraque em 11 de abril. A partir dessa data, ele tem 15 dias para incumbir formalmente o candidato do maior bloco parlamentar. O objetivo é indicar o próximo primeiro-ministro.
O pleito, que define o ocupante do posto mais poderoso, não é apenas interno. Analistas apontam que o conflito entre EUA e Irã complica as negociações entre parlamentares, dificultando um consenso sobre o candidato.
Contexto político e influência estrangeira
O Irã é visto como influente por grupos ligado ao governo e às milícias no Iraque, incluindo movimentos aliados ao Dawa e às FMP. A atuação iraniana é apontada como fator decisivo para a escolha do premiê.
Os Estados Unidos já teriam sinalizado pressões para evitar a ascensão de potenciais candidatos alinhados ao Irã. O governo americano também condiciona apoio ao Iraque a mudanças no comportamento das milícias.
Analistas destacam que, mesmo com a definição do premiê, pode haver resistência externa. A perspectiva é de que as maiorias precisam aceitar a posição iraniana de modo indireto para viabilizar o governo.
O quadro, portanto, segue dependente de alinhamentos entre o maior bloco parlamentar e as influências externas. Enquanto isso, o tempo para concluir a formação do Executivo continua curto.
Entre na conversa da comunidade