Péter Magyar, o vencedor das eleições húngaras e próximo premiê, pediu a Viktor Orbán que retire o veto técnico sobre o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia antes de deixar o cargo em maio. A condição envolve o restabelecimento do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba.
O empréstimo foi acordado pelos 27 líderes da União Europeia em dezembro, mas Orbán bloqueou o procedimento legal em fevereiro por causa de uma disputa ligada ao Druzhba, que transporta petróleo russo a baixo custo. A disputa ganhou relevância durante a campanha eleitoral de Orbán.
Magyar afirmou que, com a recuperação do fluxo de óleo, a palavra de Orbán sobre o empréstimo poderia ser desbloqueada. Ele mencionou ainda a avaliação de Zelensky sobre a possibilidade de conserto da infraestrutura até o fim do mês, após danos causados por drones russos.
Situação atual e próximos passos
A Comissão Europeia já tem preparativos para realizar o primeiro pagamento a Kyiv assim que o veto seja retirado. A UE mantém a oferta de enviar uma inspeção externa ao Druzhba e cobrir reparos com recursos da própria UE, embora a inspeção ainda não tenha ocorrido.
Contexto político e impactos
Além do empréstimo, a Hungria, juntamente com a Eslováquia, continua a vetar o 20º pacote de sanções contra a Rússia e o processo de adesão da Ucrânia, bem como a liberação de 6,6 bilhões de euros em ajuda militar sob a EPF. Kiev busca manter o apoio de novos rumos de cooperação com Budapeste.
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