O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã persiste, mesmo com o interesse de retomar o diálogo. Após a tentativa frustrada ocorrida no fim de semana em Islamabad, Paquistão, as duas partes buscam termos de entendimento, mas divergências técnicas e políticas dificultam o avanço.
Segundo o repórter, o acordo nuclear aparece como o principal entrave. O Irã tem cerca de 460 quilos de urânio enriquecido a 60%, enquanto um salto para 90% é apontado pela inteligência ocidental como viável em curto espaço de tempo.
Os EUA insistem na remoção total do urânio do território iraniano. O Irã defende a diluição do material, alegando uso pacífico para energia e pesquisa, porém os norte-americanos avaliam que a diluição poderia ser revertida facilmente.
Outro ponto crítico envolve o estreito de Ormuz, que impacta a economia global. Os Estados Unidos defendem a reabertura imediata sem condições, enquanto o Irã condiciona a reabertura a um acordo que resolva os principais impasses.
Nas garantias de segurança, Washington propõe um cessar-fogo temporário com reserva de retomar ataques caso haja descumprimento. O Irã pede um pacto internacional com garantias formais, possivelmente envolvendo o Conselho de Segurança da ONU e aliados como China e Rússia.
As sanções internacionais continuam entre os principais pontos de discórdia. O governo dos EUA defende alívio gradual condicionado ao cumprimento dos termos; o Irã exige revogação imediata de todas as sanções para avançar nas negociações.
Mesmo com a vontade de retornar à mesa, não há definição de data nem local para um próximo encontro. O fracasso do último diálogo em Islamabad aumentou a pressão sobre o Irã, que permanece aberto a novas negociações.
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