Delcy Rodríguez voltou a cobrar o fim das sanções impostas pelos EUA à Venezuela, alegando que as medidas adotadas de forma parcial não asseguram segurança jurídica de longo prazo para investimentos no setor energético. A afirmação ocorreu nesta terça-feira (14/04/2026) após encontro com o secretário adjunto de Energia dos EUA, Kyle Haustveit.
Segundo a presidente interina, as licenças emitidas para operações no setor energético são restritas e não garantem estabilidade suficiente para projetos de grande porte. Ela afirmou que a Venezuela está ouvindo executivos do setor para avançar em projetos e aprimorar a regulamentação energética, mantendo diálogo com Washington.
A declaração acontece duas semanas após os EUA retirarem Rodríguez da lista de sanções do Tesouro, em 1º de abril de 2026, decisão que encerrou punições de 2018, como congelamento de bens e proibição de entrada nos EUA. Mesmo assim, o governo americano manteve outras restrições ao país.
A Casa Branca continua concedendo autorizações pontuais, principalmente no setor de petróleo, como forma de estimular investimentos e acordos comerciais. Enquanto isso, a Venezuela classifica essas medidas como insuficientes para uma liberalização efetiva do mercado energético.
Contexto das medidas
- As autoridades venezuelanas argumentam que flexibilizações não traduzem segurança jurídica estável.
- Washington mantém um regime de sanções selecionadas, com foco em incentivar melhorias regulatórias sem abrir mão de restrições robustas.
- O governo venezuelano busca diálogo para avançar projetos energéticos com previsibilidade para investidores.
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