A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, ficou conhecida no Brasil após ser presa em janeiro no Rio de Janeiro por suspeita de injúria racial. Mesmo retornando à Argentina, o caso segue em andamento, com novas acusações surgindo em território nacional.
A denúncia recebida na Argentina envolve o ex-namorado da advogada, o dentista Javier Zanoni, de 32 anos. Segundo a queixa, o veículo Citroën Cactus, registrado em nome dele, não teria sido devolvido após o término do relacionamento, que durou cerca de três anos. Zanoni ingressou com a ação na cidade de La Banda, na província de Santiago del Estero, buscando a recuperação do carro após tentativas de acordo não terem prosperado.
Injúria racial no Rio de Janeiro
A entrada de Agostina Páez no Brasil ocorreu em 14 de janeiro, quando foi flagrada em vídeo imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema. Ela permaneceu no país por cerca de três meses, sob medidas cautelares, e acabou pagando fiança de R$ 97 mil para deixar o território brasileiro. Retornou à Argentina, onde continua respondendo pelo caso.
Poucas horas após o retorno, o pai da advogada, o empresário Mariano Páez, foi filmado repetindo os mesmos gestos racistas que motivaram a denúncia contra a filha. O material circulou em vídeos gravados no bar de Santiago del Estero, na região norte do país.
Repercussão e contexto
A imprensa argentina acompanhou o desenrolar do caso, com veículos destacando a continuidade da crise gerada pelas imagens. A defesa de Agostina Páez sustenta que o veículo teria sido presente da família e que não houve irregularidade na posse do automóvel. Em relação à denúncia de uso inadequado do carro, a família afirma que a ação pode ter motivação pessoal ligada ao término do relacionamento.
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