O chanceler Friedrich Merz pretende apresentar uma proposta concreta de participação alemã numa possível missão militar para assegurar o Estreito de Hormuz, durante encontros em Paris na sexta-feira. A ideia envolve a atuação da Bundeswehr, após o fim de hostilidades, mediante condições pré-estabelecidas.
Segundo apuração, a missão incluiria a remoção de minas, reconhecimento marítimo e vigilância de longo alcance na área. A decisão depende de aprovação governamental e parlamentar, além de avanços no cessar-fogo, conforme fontes da Agência de Imprensa Alemã (dpa).
Merz viaja a Paris para uma reunião internacional organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A chefe de governo italiana, Giorgia Meloni, também pode participar; demais aliados seriam conectados por videoconferência.
Condições e logística
Após reunião com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, Merz destacou que a participação alemã dependerá de condições rígidas e de um cessar-fogo provisório. A autorização está condicionada a aprovação no governo e no parlamento.
A Marinha Alemã conta com oito minehunting boats e duas embarcações de mergulho de minas, com tripulação típica de 42 militares. A viabilidade de envio específico ainda não foi definida.
A reportagem indica ainda que a base logística da Alemanha em Djibuti poderia sediar operações de reconhecimento marítimo, dada a localização estratégica para missões no Golfo.
Contexto internacional e regional
Fontes indicam que a França e o Reino Unido lideram a gestão de lideranças na coalizão. O objetivo é aliviar parceiros da OTAN para possibilitar participação adicional na região, se autorizada pelos representantes alemães.
O tráfego no Estreito de Hormuz esteve quase completamente paralisado desde o início do conflito no Irã, em 28 de fevereiro, com impactos nos preços globais de energia. A Agência Internacional de Energia alertou sobre risco de desabastecimento de combustível.
O cenário atual envolve também o potencial de mobilização de forças da OTAN para apoiar a segurança marítima na região, com foco em operações de vigilância e resposta rápida a incidentes.
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