O presidente dos Estados Unidos anunciou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias. A trégua entra em vigor às 18h (horário de Brasília) e busca interromper hostilidades para abrir espaço a negociações na Casa Branca. A mídia descreve o acordo como esforço direto da administração para estabilizar a região.
A confirmação veio após telefonemas entre Trump e as lideranças dos dois países vizinhos. O objetivo é estabelecer uma janela de tempo para que as partes discutam uma solução de paz mais ampla, sem interrupções nas ações militares durante o período inicial.
Israel informou que suas ações continuam voltadas ao Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã, e não ao Exército do Líbano. O Hezbollah já sinalizou resistência a acordos que envolvam apenas governos, dificultando a observância da trégua.
Reação em Tel Aviv e Libano
Fontes do governo israelense indicam que Netanyahu convoca reunião de emergência para alinhar próximos passos. Mesmo com o cessar-fogo, o Exército de Israel não terá retirada imediata de tropas da região sul do Líbano, segundo autoridades.
No Líbano, o Hezbollah não confirmou plenamente o cumprimento da trégua, destacando a necessidade de cessar ataques israelenses ao território libanês para que haja adesão total. A situação no terreno permanece tensa e sujeita a mudanças.
Expectativa de encontro em Washington
Trump sugeriu a mediação de um encontro presencial entre líderes na Casa Branca, com convite a Joseph Aoun e a Netanyahu. Caso aceito, seria o primeiro encontro oficial entre chefes de Estado de Israel e do Líbano em 30 anos, em meio a histórico de conflitos.
A comunidade internacional acompanha a evolução do cessar-fogo, que ocorre em meio a tensões já prolongadas na região. Analistas destacam a necessidade de avanços reais para evitar novas escaladas após os dez dias iniciais.
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