O Irã classificou a possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos como terrorismo econômico, após anúncios do governo americano sobre medidas adicionais contra Teerã. A reação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, que considerou a iniciativa uma forma de pressão econômica extrema.
O alerta foi feito pela chancelaria iraniana em resposta a declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, as ações poderiam configurar extorsão patrocinada pelo Estado e, somadas, equivaler a crimes contra a humanidade.
A resposta iraniana enfatizou que sanções adicionais teriam impactos diretos sobre a população, alegando efeitos devastadores em setores estratégicos do país. A avaliação foi publicada na rede social X, na tarde desta quinta-feira.
Sanções secundárias e abrangência
Nos Estados Unidos, a comunicação ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na véspera da divulgação. A proposta prevê sanções secundárias que atingiriam não apenas o Irã, mas também empresas, navios e países envolvidos na comercialização de petróleo e gás iranianos.
A administração norte-americana afirmou estar disposta a aplicar tais medidas, destacando que o objetivo é pressionar economicamente Teerã. Segundo o governo dos EUA, a adoção de sanções secundárias ampliaria o alcance das restrições existentes.
Os vieses das novas medidas, caso implementadas, envolveriam navios e empresas acusados pelo Tesouro de comercializar recursos energéticos iranianos. A proposta também contemplaria nações com relações comerciais no setor, ampliando o efeito financeiro sobre o país.
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