Desde o início do bloqueio dos EUA a navios que entram e saem de portos iranianos, navios processam manobras para evitar detecção no estreito de Ormuz. A informação é do The New York Times, com base na Windward, empresa de dados de inteligência marítima.
Segundo a Windward, há relatos de embarcações desaparecendo dos radares ou operando com identificações falsas ou aleatórias. O processo envolve, ainda, a desativação temporária do transponder, que transmite nome, localização e rota.
Navios iranianos aparecem de forma intermitente nos sistemas de rastreamento, enquanto alguns operam sob bandeiras falsas ou em sanção, conforme o relatório. Especialistas afirmam que as táticas têm efeito limitado diante da geografia estreita do canal e da vigilância contínua.
Monitoramento por satélites e outras tecnologias
Forças navais e empresas de inteligência marítima recorrem a satélites ópticos, radares e sinais de rádio para reforçar o monitoramento da região. O Irã também é citado por ter utilizado um satélite de origem chinesa para observar bases americanas, segundo reportagens do Financial Times.
Documentos vazados apontam que as imagens incluíram alvos na Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait e Bahrein. O governo chinês nega as informações, enquanto Pequim admite relações com o Irã, mas afirma manter postura neutra publicamente.
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