O médico argentino Diego Luque, acusado no caso da morte de Diego Maradona, afirmou no tribunal que não era responsável por todas as decisões da recuperação do ex-jogador nem pela internação domiciliar. Ele disse que não estava à frente do tratamento.
Luque alegou ser neurocirurgião com foco em coluna e destacou que seu papel na internação domiciliar era limitado. Também explicou que o médico que acompanhava o paciente na cardiologia não era ele.
O Ministério Público havia criticado as condições da internação domiciliar, afirmando que um grupo improvisado teria descumprido deveres médicos e colocado Maradona em risco.
Envolvidos no processo e desdobramentos
Além de Luque, estão sob acusação a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz e os médicos Nancy Forlini e Pedro Di Spagna, além de profissionais de enfermagem e representantes de serviços contratados. Todos participaram da internação domiciliar em 2020.
Durante a audiência, foram exibidos áudios de conversas entre Luque e cuidadores. Em um trecho, um massagista relatou que o astro estava visivelmente inchado.
Gianinna Maradona, filha de Diego, já havia afirmado em processo anterior que o pai recebia cuidados inadequados durante a internação domiciliar. O julgamento continua, com nova oitiva de testemunhas e alegações das partes.
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