O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou durante as cerimônias de lembrança dos 65 anos da Invasão da Baía dos Porcos que o país está preparado para responder a uma possível agressão dos Estados Unidos, inclusive no âmbito militar, para defender o socialismo na ilha.
A declaração ocorre em meio ao acirramento das tensões entre Havana e Washington. Recentemente, o ex-presidente Donald Trump declarou a possibilidade de assumir o controle de Cuba, aumentando o clima de confronto entre os dois países.
A invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, contou com cerca de 1,4 mil opositores ao governo de Fidel Castro, treinados e apoiados pela CIA, que desembarcaram com o objetivo de derrubar o regime. A operação falhou em poucos dias e fortaleceu o governo cubano.
Cenário atual
As autoridades cubanas indicam que existem conversas entre representantes dos dois governos para reduzir divergências por meio do diálogo. Usa-se como pano de fundo o endurecimento de medidas norte-americanas, incluindo restrições ao abastecimento de combustíveis, que impactam a economia local.
Cuba continua a enfatizar a necessidade de defesa do seu modelo político frente a pressões externas, mantendo a posição de resistência diante de ações que possam levar a um agravamento do conflito regional.
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