O Reino Unido pode enfrentar escassez de alimentos nos próximos meses, especialmente de frango e porco, caso a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã evolua para um cenário de pior caso, segundo avaliações do governo britânico. A ideia é antecipar impactos na cadeia de suprimentos.
Relatórios internos destacam a possibilidade de fechamento contínuo do estreito de Ormuz e do desabastecimento de dióxido de carbono, utilizado no abate de animais e na conservação de alimentos. O CO2 é crucial para várias etapas da produção e distribuição.
O Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais afirmou manter diálogo com empresas para mitigar efeitos da crise. Segundo o órgão, os cenários de pior caso são instrumentos de planejamento, não previsões definitivas.
Reações do setor
Líderes do setor alimentício dizem que o principal temor é o aumento de preços, não apenas a escassez. O Conselho Aviário Britânico relatou estar tranquilo com contingências de CO2, desde que o governo siga com planejamento adequado. A maior parte das empresas, no entanto, monitora a situação de perto.
O Consórcio Varejista Britânico ressaltou que varejistas têm experiência em interrupções, mas reconhece que pressões inflacionárias no Oriente Médio elevam custos de insumos, como energia e frete. O setor diz que a inflação de alimentos tende a subir de forma gradual e com volatilidade.
Situação econômica e observar
Em março, o governo britânico acionou estoques de CO2 ao religar a usina de bioetanol Ensus, interrompida após mudanças comerciais com os EUA. A Ensus confirmou disponibilidade futura de CO2 para o país. Especialistas apontam que choques globais devem se tornar mais comuns e exigem testes de resposta.
Autoridades destacam que, embora não haja confirmação de desabastecimento imediato, aumentos de preços devem ocorrer nos próximos meses. Analistas do setor alertam para impactos na produção, fertilizantes e no consumo, com eventual reajuste de tarifas e encargos logísticos.
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