O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 17, que não considera as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) organizações terroristas. Ele disse não ter discutido o tema em reuniões recentes nos Estados Unidos.
Durigan ressaltou que foi aprovada a lei anti-facção, que aumenta penas, e que o governo continua avançando nesse esforço. O ministro informou que não vê justificativa para classificar as facções como terroristas, dentro do contexto de segurança pública.
Em Washington, após encontros com o FMI, Durigan afirmou não ter havido relatos sobre possível avanço dessa classificação. A comitiva econômica brasileira mantém foco em cooperação internacional para o combate ao crime organizado.
Contexto internacional
A imprensa internacional publicou que o governo dos EUA avalia classificar PCC e CV como organizações terroristas. O The New York Times mencionou que aliados de um ex-presidente brasileiro teriam atuado para convencer autoridades norte-americanas.
Durigan enfatizou que não houve comunicação oficial ou notícia de mudança de patamar na estratégia entre Brasil e EUA. Segundo ele, as discussões sobre cooperação entre países devem guiar o tema, sem precipitar ações unilaterais.
O tema ganha relevância política, com apoios e críticas a essa possível classificação. De um lado, políticos nordestinos e governadores defendem cautela; de outro, setores que defendem medidas mais agressivas contra o crime organizado.
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