Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após fim da guerra com Irã

França e Reino Unido lideram debate entre quarenta países para reabrir Ormuz com cessar-fogo, mirando missão multinacional defensiva para manter a navegação

Petroleiros e navios de carga no Estreito de Ormuz — Foto: AP Photo/Altaf Qadri,File
0:00
Carregando...
0:00

França e Reino Unido vão presidir nesta sexta-feira uma reunião de cerca de 40 países com o objetivo de sinalizar aos Estados Unidos que aliados próximos estão prontos a ajudar na restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz assim que as condições permitirem. A iniciativa ocorre em meio a tensões com o Irã e a bloqueio de portos iranianos imposto pelos EUA.

O Irã tem mantido o estreito amplamente fechado a navios que não sejam seus desde o início dos ataques aéreos contra o país, em 28 de fevereiro. Na semana passada, Washington ampliou o bloqueio a embarcações que entram ou saem de portos iranianos.

Washington pediu que outros países ajudem a fazer cumprir o bloqueio e criticou aliados da OTAN por não fazê-lo. Reino Unido, França e outros argumentam que aderir ao bloqueio seria entrar na guerra, mas apontam para apoio à manutenção do estreito aberto mediante um cessar-fogo duradouro.

Contexto e objetivos

Uma nota enviada aos países convidados afirma que o objetivo é reafirmar o apoio diplomático à liberdade irrestrita de navegação pelo estreito e ao respeito ao direito internacional. A reunião também tratará de desafios da indústria naval e da segurança de mais de 20 mil marinheiros.

Podem ser delineados preparativos para uma missão militar multinacional defensiva, quando as condições permitirem, para garantir a liberdade de navegação. Uma declaração final deve indicar possíveis linhas de atuação, sem detalhar países contribuintes.

Participantes e próximos passos

Diplomatas dizem que pode haver anúncio sobre um centro operacional, possivelmente em Omã. Há divergências sobre a necessidade de um novo arcabouço legal via Conselho de Segurança da ONU. A missão pode depender de aprovação internacional futura.

A declaração final deve reiterar a oposição à cobrança de tarifas no Estreito de Ormuz e convidar países interessados a contribuir com meios militares, apoio diplomático ou financeiro. Macron, Starmer, Merz e Meloni participarão em Paris; participantes globais seguirão por videoconferência.

A Alemanha sinalizou disposição inicial para ajudar na proteção de rotas de transporte após o fim do conflito, preferindo mandato da ONU. A China foi convidada, sem confirmação de participação. A hipótese de operação concreta depende da evolução na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais