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Ex-cunhada de Maduro deixa o Banco Central da Venezuela em meio a expurgo de Delcy

Renúncia de Laura Guerra do Banco Central da Venezuela ocorre em meio a expurgo de familiares de Maduro e à suspensão de sanções dos EUA

Edifício do Banco Central da Venezuela em Caracas
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A ex-cunhada de Nicolás Maduro renunciou à presidência do Banco Central da Venezuela. Laura Guerra pediu afastamento na quinta-feira, 16, em comunicado divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez. O envio da nota ocorreu em meio a mudanças no governo.

Delcy Rodríguez informou que Luis Alberto Pérez González assume a direção da instituição em caráter interino. Em Caracas, há expectativa de que González permaneça no cargo, pois outros nomes não foram acordados pelo chavismo.

A saída de Guerra ocorre dias depois da suspensão de sanções dos EUA contra bancos públicos venezuelanos, o que abriu espaço para atuação do BCV no mercado internacional. O movimento integra um amplo processo de afastamento de familiares de Maduro.

A troca ocorre em um momento de transição política na Venezuela, após a detenção de Maduro pelos EUA em 3 de janeiro. O governo interino tem buscado alinhamento com Washington para reativar relações diplomáticas.

Economicamente, o BCV enfrenta déficits, volatilidade cambial e inflação em patamar elevado, com estimativas apontando déficit próximo a 9% do PIB e inflação na casa de 600%. O banco também lida com pressões para dolarizar a economia.

O novo comando terá desafios ao equilibrar política monetária, controle de liquidez e resposta a pressões externas. Enquanto isso, o país avalia próximos passos em acordos energéticos e minerais com foco em normalizar relações internacionais.

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