A filha e o filho do ex-presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, chegaram a um acordo de plea bargain em Joanesburgo, evitando acusações de homicídio tentado. Mugabe Chatunga admitiu apontar uma arma e violar leis de imigração na África do Sul.
Chatunga Mugabe, 28 anos, e o coacusado Tobias Mugabe Matonhodze permaneceram detidos desde meados de fevereiro, após o tiroteio que deixou Sipho Mahlangu ferido e hospitalizado. As acusações incluíam tentativa de homicídio.
O acordo sob a Seção 112 do Criminal Procedure Act substitui o julgamento completo. Chatunga reconheceu a acusação de apontar qualquer objeto que leve a crer tratar-se de arma de fogo, além da entrada e permanência ilegais no país.
Matonhodze, que é primo de Chatunga, confessou cinco crimes, entre eles tentativa de homicídio, posse de arma e munições ilegais, ocultação de provas e imigração irregular. A defesa pediu clemência na dosimização.
O representante da defesa, Sinenhlanhla Mnguni, informou que o estado e a defesa firmaram o acordo após negociações falharem em uma primeira fase. A sentença foi marcada para 24 de abril.
Declarações de um investigador policial destacaram que a arma não foi localizada e que os réus não colaboraram com as autoridades. O depoimento reforçou a necessidade de esclarecimentos sobre o paradeiro do arma.
Contexto
Em 2017, Grace Mugabe foi alvo de críticas por suposta agressão a Gabriella Engels em um hotel em Joanesburgo. A imunidade diplomática concedida pela gestão sul-africana gerou controvérsia e críticas de oposicionistas e organizações de direitos humanos.
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