O Irã ameaçou fechar novamente o Estreito de Ormuz, em resposta ao que chamou de bloqueio naval dos Estados Unidos. A declaração foi veiculada pela agência iraniana Fars nesta sexta-feira, com base em pronunciamentos de autoridades do país. A posição ocorre em meio a tensões que se intensificaram após a promessa de manutenção do bloqueio por parte dos EUA.
Segundo a Fars, o Irã pode reimpor o fechamento da passagem caso o bloqueio permaneça ativo. A afirmação surge depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que manterá a presença naval na região, mesmo com a reabertura parcial de rotas marítimas. Trump afirmou ainda que as tropas americanas só deixarão o local quando negociações com o Irã forem totalmente concluídas.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, o que explica a preocupação internacional diante de qualquer interrupção. A agência iraniana classificou a reabertura da passagem como sujeita a mudanças e indicou que o retorno ao normal só ocorrerá se as restrições forem suspensas.
Evolução da circulação naval
Dados de monitoramento indicam que parte dos petroleiros já voltou a circular pelo Golfo, com milhões de barris de petróleo sendo movimentados, sinalizando uma retomada parcial das atividades. Ainda assim, permanece o risco de minas navais em áreas do estreito, e autoridades iranianas e americanas orientaram que navios utilizem rotas seguras.
Reações internacionais
Líderes internacionais vêm discutindo formas de assegurar a passagem e evitar impactos no comércio global. Entre eles, estiveram discussões promovidas por mandatários como Emmanuel Macron e Keir Starmer, buscando garantias de segurança para a região. O desfecho depende, no momento, das negociações entre os dois países.
A situação continua sob vigilância, com o mercado global atento a qualquer novo movimento que possa afetar os preços do petróleo e a estabilidade estratégica da região.
Entre na conversa da comunidade