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Reino Unido mantém missão em Jerusalém após acordo com Israel

Israel havia ordenado fechamento do consulado após sanções britânicas contra assentamentos na Cisjordânia

Prédio baixo de pedra clara, com janelas gradeadas, antenas e duas bandeiras no telhado, uma delas do Reino Unido. Na entrada há uma guarita e um portão branco. Em primeiro plano, uma fileira de ciprestes à beira da rua.
Fachada do Consulado-Geral do Reino Unido em Jerusalém Oriental (Crédito: Reprodução/Google Street View)

O Reino Unido manterá sua missão diplomática em Jerusalém em funcionamento, mas com equipe reduzida e outro nome, segundo acordo anunciado nesta quinta-feira (8) pelos governos britânico e israelense. O entendimento foi firmado depois que Israel determinou o fechamento do consulado em meio a uma disputa envolvendo sanções.

Pelo acerto de última hora, a representação criada em 1839 passará a se chamar “Missão do Reino Unido” na cidade.

Segundo Israel, 20 diplomatas britânicos deixarão o posto, entre eles o cônsul-geral, e apenas sete continuarão no local com atribuições restritas. Londres declarou que parte do corpo diplomático foi retirada “temporariamente”, que pretende recompor sua presença e que, por ora, não adotará medidas de reciprocidade.

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O acordo parece ter evitado uma grande crise diplomática entre aliados de longa data. Nos últimos dias, fontes haviam afirmado que o Reino Unido estava disposto a considerar a expulsão de diplomatas israelenses caso a missão fosse fechada.

Israel havia estabelecido um prazo de 30 dias no mês passado para que o Reino Unido fechasse o consulado, depois que Londres anunciou sanções contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo a proibição do comércio de mercadorias provenientes daquela região.

Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que o consulado encerraria formalmente suas atividades, mas que alguns diplomatas britânicos teriam permissão para continuar trabalhando no local.

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Já o chanceler britânico, Ed Miliband, afirmou que o Reino Unido não reconhece o direito legal de Israel de fechar a representação. O prédio fica em uma área de Jerusalém tomada pelos israelenses na guerra de 1967 e anexada depois, decisão rejeitada pela maior parte da comunidade internacional.

Após discussões com Israel, “o prédio do nosso Consulado-Geral não será fechado e passará a ser conhecido como Missão do Reino Unido em Jerusalém a partir de hoje”, disse Miliband. Segundo o ministro, a missão continuará a “prestar serviços essenciais e a realizar nosso trabalho com o povo palestino”.

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