O Irã disse que tomará “medidas necessárias” caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, em entrevista à mídia estatal. O anuncio ocorre após Teerã ter reaberto a rota comercial em resposta ao acordo entre Israel e o Hezbollah, no Líbano.
Baghaei afirmou que, se o bloqueio naval persistir, o Irã agirá reciprocamente, sem dúvidas. Segundo ele, a reabertura do estreito depende do cumprimento das condições previstas no acordo de 8 de abril entre EUA e Irã, relacionado ao cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, cuja centralidade é reconhecida pelo Irã, ainda rejeitada pelos Estados Unidos.
Abbas Araghchi, chanceler iraniano, declarou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do cessar-fogo no Líbano, conforme a rota previamente anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica. Não ficou claro até quando o estreito permanecerá aberto.
Reabertura
O ministro afirmou que os navios devem seguir uma rota coordenada com o Irã, possivelmente uma passagem próxima à costa iraniana. Analistas indicam que, durante a guerra, esse trajeto foi utilizado por um menor número de embarcações devido ao risco de ataques. O anúncio provocou retração nos preços do petróleo, com o Brent caindo abaixo de 90 dólares o barril.
Após o anúncio, empresas de navegação mostraram otimismo, mas permanecem dúvidas sobre a segurança da rota. Jakob Larsen, da Bimco, disse ao The Guardian que o status das ameaças não está claro e recomendou cautela para as navegações na região.
Entre na conversa da comunidade