O Irã afirmou que o Estreito de Hormuz está aberto para o trânsito de embarcações comerciais, mas ressaltou que os navios devem utilizar rotas designadas e seguras. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi.
Teerã bloqueou de fato o principal canal de navegação para petróleo desde ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. O cessar-fogo entre EUA e Irã tem prazo para expirar em 22 de abril, segundo informações de diplomatas.
Grupos marítimos acompanham a movimentação de navios e verificam se é seguro atravessar o estreito, com registros de tráfego bastante baixos neste momento. A imprensa estatal citou, ainda, um militar sênior falando em passagem por rotas coordenadas.
Diplomacia e operações no estreito
Araghchi referiu-se ao cessar-fogo vigente no Líbano como contexto para a abertura do estreito, mantendo a ideia de passagem apenas por rotas designadas pela Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). A comunicação ocorreu na sexta-feira, primeiro dia de um acordo de 10 dias.
A cobertura de veículos de imprensa interna variou: alguns veículos consideraram a declaração incompleta, enquanto outros pediram esclarecimentos oficiais sobre a exata configuração das rotas. O tema segue sob escrutínio de analistas e marítimos.
Reações e contexto regional
Parlamentares iranianos criticaram afirmações públicas de líderes estrangeiros, incluindo o presidente dos EUA, sinalizando ceticismo quanto à continuidade do bloqueio. As tensões envolvem Hezbollah e ataques israelo-americanos na região, com impactos potenciais sobre o fluxo de petróleo.
Enquanto o Irã nega transferir o urânio enriquecido, o tema já figura em negociações com Washington. O governo americano afirmou buscar acordo que reduza hostilidades, sem indicar presença de tropas terrestres para esse tema específico.
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