Lula da Silva aproveitou viagem oficial à Europa para atacar adversários políticos e líderes estrangeiros em entrevistas a veículos internacionais. Em Der Spiegel, destacou críticas a Donald Trump e ao conjunto de políticas norte-americanas, além de mencionar Flávio Bolsonaro e Javier Milei como adversários. O presidente afirmou que Trump não governa o mundo e criticou decisões dos EUA de promover conflitos globais. A entrevista ainda tratou das eleições de outubro e da possibilidade de uma quarta jornada política, com Lula sinalizando apoio à democracia, independentemente do resultado.
Ainda à Der Spiegel, Lula ressaltou que não há espaço para fascistas no Brasil e criticou a margem de manobra da direita mundial. Em relação a Flávio Bolsonaro, o petista disse acreditar numa vitória de sua base, mas que manterá a democracia como prioridade, sem indicar preferências sobre quem venceria.
Entrevista ao El País e relação com Milei
Em conversa com o jornal espanhol El País, Lula abordou a influência dos EUA na América Latina e o papel de Milei, aliado de Trump. Sobre Milei, o presidente afirmou não manter relação com o argentino e declarou não ter interesse em estreitar vínculos com o libertário. Disse que as decisões de Milei não o incomodam e que o cenário econômico argentino deve se desenrolar pelo povo argentino.
Lula enfatizou que o bolsonarismo não voltará ao poder no Brasil e minimizou um eventual empate com Flávio Bolsonaro, afirmando estar preparado para um quarto mandato. O petista afirmou que a reeleição é plenamente possível, mantendo o foco na defesa da democracia brasileira.
Cuba, Venezuela e posição regional
Ao tratar de Cuba, Lula evitou uma resposta direta sobre a queda do regime cubano, criticando o bloqueio econômico de décadas. Em relação aos EUA, afirmou que o país não tem o direito de ameaçar Cuba, destacando que o povo cubano deve decidir seu futuro sem interferência externa. Em relação à Venezuela, o presidente destacou que a crise política não é problema do Brasil, mas afirmou que, se fosse venezuelano, convocaria eleições gerais. O tom foi de defesa de soberania regional frente a intervenções externas.
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