Um grupo de navios tentou sair do Golfo rumo ao Estreito de Ormuz na noite de sexta-feira, segundo dados de rastreamento. Cerca de 20 embarcações iniciaram a travessia, porém o grupo parou rapidamente, com alguns retornando ao porto. A ação marcava a maior passagem tentada desde o Irã ter fechado o estreito em resposta a ataques anteriores.
Autoridades iranianas anunciaram que o Estreito de Ormuz estava aberto para tráfego comercial durante um cessar-fogo de 10 dias no Líbano. A declaração coincidiu com movimentos de mercado que registraram queda de preços do petróleo e de outras commodities. Empresas de navegação acompanharam com cautela os desdobramentos.
Entre os navios parte do grupo estava integrado por três porta-contêineres operados pela CMA CGM, que não comentou o ocorrido. A partir das 18h, a maior parte das embarcações havia retornado, mas dados posteriores mostraram novas entradas, principalmente de petroleiros, em direção ao estreito.
Estado do trânsito e segurança
As companhias de transporte marítimo pediram esclarecimentos antes de retomar o tráfego, com atenção especial aos riscos de segurança, como minas marítimas. Todos os navios comerciais podem, em princípio, transitar, desde que coordenem com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
Algumas autoridades destacaram que o Irã restringe o tráfego às rotas consideradas seguras. Em relação a navios militares, permanece a orientação de manter a área barrada até nova avaliação.
Reações internacionais e próximos passos
A Organização Marítima Internacional declarou que acompanha o anúncio iraniano para verificar a conformidade com a liberdade de navegação e passagem segura para mercantes. O órgão ressaltou a necessidade de manter rotas seguras durante operações no estreito.
Especialistas destacam que a situação segue sujeita a mudanças rápidas, com possíveis impactos sobre preços de petróleo e cadeias de suprimento. Autoridades de vigilância marítima reiteraram a necessidade de coordenação entre países e entidades civis de navegação.
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