O governo iraniano anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 17 de abril, uma medida que gerou sons contraditórios entre Teerã e Washington. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que não há pontos conflitantes remanescentes para um acordo, o Irã contesta a leitura e aponta diferenças significativas.
Trump sinalizou avanços nas negociações e reiterou a continuidade do bloqueio naval até a conclusão das tratativas. Em discurso a apoiadores e em entrevistas, ele disse que as conversas estão próximas do fim e que continuará a pressionar o Irã. Segundo ele, o Irã teria aceitado não desenvolver armas nucleares por mais de duas décadas.
O Irã, por sua vez, reagiu com reservas e advertiu que pode voltar a fechar o estreito caso o bloqueio permaneça. O porta-voz da chancelaria afirmou que o urânio enriquecido não será transferido para lugar nenhum. Parlamentares iranianos e negociadores sugerem ainda que persistem diferenças, principalmente no aspecto nuclear, e que um acordo preliminar poderia ser fechado para estender o cessar-fogo e as negociações.
Reação internacional e sinalizações de tráfego
A reabertura animou mercados, com queda no preço do petróleo após o anúncio. Dados da Reuters indicam que cerca de 20 navios avançaram no Golfo Pérsico na noite desta sexta, mas a maioria recuou, sem explicação clara. A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, classificou a reabertura como incompleta e criticou o chanceler Abbas Araghchi por ter anunciado a liberação total.
O Irã também passou a exigir que navios comerciais informem e se coordenen com a Guarda Revolucionária antes de cruzar o Estreito. Em resposta, o Ministério da Defesa informou que navios militares e embarcações de forças hostis permanecem sem permissão para atravessar, mantendo o estreito sob controle iraniano. A situação segue sob monitoramento internacional, com vigilância de autoridades e anunciantes oficiais.
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